
A vitória de Marcelo Dourado não foi apenas o símbolo de superação do rapaz que sempre se fudeu na vida e até antes do programa morava num barraco e dava aulas para crianças com síndrome de down. Sua vitória foi um desabafo do povo brasileiro, um grito no escuro para todos os que tentam nos fazer engolir comportamentos.
Ninguém é obrigado a gostar de nada! Tão assim, ninguém deve ser obrigado a falar bem de coisa alguma. Precisamos do nosso direito à discordância seja no que for. Para muitos, isso significou razão o suficiente para chamar Dourado de homofóbico, pelo simples fato dele não venerar gays, não falar bem de gays e deixar claro que, apesar de respeitar, é algo que o incomoda dentro de um ciclo social onde está presente.
Dourado, assim como você, ou eu, tem esse direito. Não o direito ao desrespeito, ao xingamento ou à humilhação, mas o direito à discordância e o direito de negar respeitosamente. É o famoso: “você pode dar a bunda, eu não tenho nada com isso, mas não venha dá-la do meu lado porque isso me incomoda”.


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